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“Ensaio para algo que não sabemos – Protótipo 2” entra em cartaz em Balneário Camboriú

“Ensaio para algo que não sabemos – Protótipo 2” entra em cartaz em Balneário Camboriú

 Espetáculo e Oficina acontecem dias 22 e 23 de outubro no Teatro Municipal Bruno Nitz. Programação gratuita.

 Assumir que o processo caminha à medida que os corpos reconhecem as cicatrizes, marcas ancestrais ou há pouco reveladas na carne, também os gestos. Assim as artistas Dani Alves e Karina Collaço conduzem o projeto “ensaio para algo que não sabemos – Protótipo 2: encher-se de buracos”, em cartaz no Teatro Municipal Bruno Nitz, nos dias 22 e 23 de outubro, em Balneário Camboriú. Performance joga luz ao princípio da incerteza, como dispositivo disruptivo de criação, tão comum sentimento aos corpos humanos.???????????????????????????????

OFICINA SOBRECORPOS, ministrada por Daniela Alves e Karina Collaço, trata-se de um laboratório de criação em dança contemporânea o qual permeia princípios investigativos que dialogam com o processo criativo do projeto ensaio para algo que não sabemos.

Como deixar o corpo a serviço da experimentação? Como deixar ser estimulado pelo movimento do outro? Compor, contrapor, transpor. Acumular significados. Permitir-se ser observado, contaminado, atravessado. Organizar-se, respirar, familiarizar-se com o seu corpo, perceber qualidades, imagens, texturas e ritmos para aproximar-se de uma experiência que permita a (re)descoberta de uma mobilidade singular e autônoma.

O projeto “Ensaio para algo que não sabemos – Protótipo 2: encher-se de buracos” tem apoio do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Funcultural e Edital Elisabete Anderle/2017. Além das atividades dias 22 e 23 de outubro em Balneário Camboriú, também circulará em Jaraguá do Sul (17 a 18), e Florianópolis (30 e 31).

 

Ensaio para algo que não sabemos – Protótipo 2: encher-se de buracos

 

“O trabalho não tem o intuito de abordar um determinado tema, mas assume o caráter subjetivo inerente à dança ao se aproximar da não-literalidade e da não-afirmação, convidando o público a experimentar também, em seu corpo, sensações, percepções, entendimentos por meio das imagens e sons que oferecemos. Cada corpo tem suas próprias questões, de acordo com sua constituição material e sua experiência; assim, o trabalho realiza um manifesto intrínseco, que age na sutileza, nas entrelinhas, no subtexto, nas frestas, nos buracos”, explica Dani Alves.

 

A incerteza é o princípio que permeia o trabalho, aqui representada num corpo à deriva, aberto à experimentação e aos atravessamentos constantes. A indecisão confere às bailarinas um incessante estado de reorganização, forma e desforma, inaugurando sentidos diversos às imagens, à luz e sons proporcionados, é uma dança acidentalmente construída.

 

“Estamos trabalhando com dispositivos que gerenciam o nosso corpo a partir do ponto em que nos colocamos à disposição deles. Podemos exageradamente falar que, em alguns momentos, perdemos o controle sobre eles e nestes instantes nos colocamos em xeque. Nada muito diferente da vida, se manter atento e lidar com os imprevistos. A palavra “exageradamente” contextualiza-se com o que acreditamos ser desafiador ao ser humano: admitir o erro, ser atravessado, sair da zona de conforto, perder a razão, ser ridículo. Portanto, estamos em busca, pois por fim, parecemos estar quase sempre no controle”, conta Karina Collaço.

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