Fernando Pegorini, presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, casado com Marcela Pegorini, advogada; é pai de Lucas Fernando Pegorini.
Vereador por 3 mandatos, é graduado em Direito pela UNIVALI, pós-graduado em Direito Tributário, Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, Mestre em Ciências Jurídicas e doutorando em Gestão de Políticas Públicas.
Fernando Pegorini por Fernando Pegorini.
É difícil falar da gente. Eu sou esse cara simples, comecei a gostar de política, já tinha família participando da política há muito tempo – minha maior referência; meu pai e minha mãe, meu pai principalmente, participando muito assiduamente lá atrás, como procurador-geral do município e como chefe de gabinete do prefeito Jandir Bellini. Eu fui gostar mais ainda da política quando comecei a participar da política estudantil, no diretório acadêmico – DCE, no Curso de Direito da UNIVALI.
Você deve gostar muito do ambiente universitário. Depois de se graduar, fez pós graduação, mestrado e agora o doutorado.
É verdade, A vivência universitária, a política estudantil, é dali que fui despertando aquele espírito de política e me dedico bastante, não só à vida política, mas me debruçando bastante em estudar e me aperfeiçoar. Quanto mais a gente estuda, mais vê que não entende nada, então hoje estou no doutorado em gestão de políticas públicas e quem me inspirou a ir para o doutorado foi o Álisson Castro, teu filho, porque teria parado no Mestrado; mas, eu digo que ele foi minha fonte de inspiração, e sempre a gente tem algumas pessoas como referência.
Estudo para me aperfeiçoar, entender mais e ser melhor do que sou. Sempre fui assim, quando vou fazer alguma coisa, gosto de fazer bem feito. Gosto de me aperfeiçoar, se não sei pergunto, mesmo.
Eu quero entender melhor a coisa. Esse é o jeito Pegorini de ser, de realmente se aperfeiçoar, de querer fazer a coisa acontecer, de não deixar ficar embarrigando as coisas.
Eu tenho me dedicado bastante em compartilhar com a diretoria, com os demais cole-gas vereadores, de parar para perguntar – porque às vezes nós na política erramos muito.
Às vezes a gente está em uma bolha e acha que está tudo certo. Quando a gente para e ouve os que estão ao redor, ou a população, a gente começa a enxergar que nem tudo está certo. Temos uma noção, uma experiência, mas ainda assim a gente tem muito para aprender, então esse é o meu jeito de lidar com a política, e com a vida, me dedicando mais a cada dia.
A casa está devidamente aparelhada e completa de profissionais em suas respectivas áreas para atender as demandas?
Hoje a Câmara está bem equipada, mas nós estamos num município que passou dos 300 mil habitantes, e na medida em que a população aumenta as demandas também vão au-mentando. Estamos com 180 servidores, mas logo teremos que suprir carências em alguns setores. Conseguimos suprir em parte, fazendo um projeto muito bonito, o Programa de Estágios no Legislativo. Os estagiários não vão desempenhar as funções de servidores, mas contribuem de muitas formas.
Como está o relacionamento do Legislativo com o Executivo?
Muito positivo. O Executivo tem muito respeito ao Legislativo, chamando-nos para discutir todas as pautas. Não há uma pauta que não seja conversada.
Essa é a fórmula que tem dado certo, sim, desde o ano passado, e que tem possibilitado muitas entregas para a população.










