Copa do Mundo de 2026 bateu recordes históricos: é a primeira organizada por três países, Estados Unidos, México e Canadá, a primeira a contar com 48 seleções participantes e a edição que totalizou a impressionante marca de 104 jogos.
A Espanha sagrou-se campeã da Copa do Mundo FIFA de 2026 ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na grande final. O torneio também ficou marcado pelo 3º lugar inédito da Inglaterra e por intensas controvérsias.
Assistir aos estreantes faz parte do encanto de uma Copa do Mundo, e Cabo Verde não decepcionou. Um pequeno arquipélago no Oceano Atlântico com apenas 530.000 habitantes, conquistou surpreendentes empates contra a Espanha e o Uruguai, e também contra a Arábia Saudita, para terminar em 2º lugar no seu grupo.
Curaçao se recuperou da goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha e conquistou um ponto surpreendente contra o Equador.
A República Democrática do Congo empatou com Portugal e avançou em seu grupo.
Sem a expansão do torneio, Cabo Verde não estaria nesta Copa, e a história de Vozinha, o goleiro de 40 anos que inspirou a estreia histórica do país africano, não teria sido contada.
Sem essas histórias, a fase de grupos teria sido bem monótona, com as principais seleções passando com facilidade.
Comandada por Erling Haaland e empurrada pela “Remada Viking”, a Noruega fez uma ótima campanha antes de ser eliminada pela Inglaterra nas quartas de final.
O caso de maior repercussão envolveu o atacante norte-americano Folarin Balogun. Após ser expulso por agressão, o presidente dos EUA, Donald Trump, conversou pessoalmente com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, resultando na reversão inédita do cartão vermelho. A medida causou forte revolta entre federações europeias.
Brasil encerrou Copa em 11º lugar e iguala 2ª pior campanha da história
Derrota para a Noruega nas oitavas confirmou resultado igual ao de 1966 e superior apenas ao de 1934. A única participação brasileira com colocação inferior ocorreu em 1934, na Itália, quando perdeu para a Espanha na estreia e terminou em 14º lugar, em uma edição disputada apenas no sistema eliminatório. O Brasil participou de 23 Copas e conquistou cinco títulos, além de dois vice-campeonatos.
Os astros Lionel Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal), junto do goleiro Guillermo Ochoa (México), atingiram a marca histórica de seis Copas do Mundo disputadas.
A Cidade do México, casa do lendário Estádio Azteca, é o único estádio do planeta a sediar jogos em três Copas do Mundo (1970, 1986 e 2026). Foi lá que Pelé ergueu a taça do tri e Maradona marcou o famoso gol da “Mão de Deus”. O estádio passou por uma reforma de mais de R$ 1 bilhão para o torneio de 2026. A FIFA abriu os cofres. O torneio distribuiu impressionantes US$ 727 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões) entre as seleções participantes. A Espanha que levantou a taça de campeã do mundo levou para casa nada menos que US$ 50 milhões — a maior premiação esportiva já registrada em Copas.
Publicado na Revista Sopa de Siri – edição 289/agosto de 2026









