Arte Decorativa

As “artes decorativas” englobam trabalhos ornamentais e funcionais aplicados a objetos do cotidiano, unindo utilidade prática e beleza estética, diferenciando-se das belas-artes, como pintura e escultura pura, por focarem em itens que possuem uma função utilitária ou que compõem o design de interiores. 

A origem da expressão “arte decorativa” ganhou força na época da Revolução Industrial para separar o trabalho manual artístico do design voltado à produção em massa.  Atualmente, o conceito está intimamente ligado ao design de interiores e ao design de produto, perdendo a antiga divisão rígida que colocava o artesanato utilitário como uma “arte menor”

A visão da decoração como uma ‘arte menor’ foi formalmente contestada na década de 1970 por escritoras e historiadoras da arte como Amy Goldin e Anne Swartz. O argumento em favor de uma narrativa singular na arte perdeu força no final do século XX devido à ironia pós-modernista e ao crescente interesse curatorial pela arte de rua e pelas tradições decorativas étnicas. O movimento Padrão e Decoração nas galerias de Nova York na década de 1980, embora de curta duração, abriu caminho para uma avaliação mais inclusiva do valor dos objetos de arte.

As principais áreas das “artes decorativas” englobam:

Mobiliário: Cadeiras, mesas e armários desenhados com esmero artístico.

Cerâmica e Porcelana: Vasos, pratos e peças de louça ornamentados.

Têxteis: Tapetes, tecidos decorativos, bordados e tapeçarias.

Vidraria e Cristal: Peças sopradas, vitrais e objetos de vidro artístico.

Metalurgia e Joalheria:  Prataria, adornos pessoais e peças em metal trabalhado.

Por Sueli Teresinha Beling Castro

Publicado na Revista Sopa de Siri edição 291 outubro/2026 página 09

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