Primeiros registros do alimento são de 8000 a.C., cultivada pelos incas.
A batata-inglesa é originária da região da Cordilheira dos Andes, entre o Peru e a Bolívia, cultivada por povos andinos há mais de 8.000 anos.
Em Lima, no Peru, existe o Centro Internacional da Batata – CIP (em espanhol), onde há um banco de sementes de todos os tipos de batata existentes no planeta. De acordo com o CIP, apenas da região dos Andes, são plantados 4.235 tipos de batata.
Apesar de ser nativa da América do Sul, o nome “batata-inglesa” é uma herança cultural da sua trajetória global.
A batata chegou na Europa através dos espanhóis no século XVI e, posteriormente, disseminada por navegadores ingleses, é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo, e clássico nos pratos ingleses.
Quando chegou ao Brasil no século XVIII, era uma hortaliça rara chamada de “batatinha”. O nome popular mudou durante a construção das ferrovias, já que os engenheiros e técnicos ingleses exigiam o tubérculo em suas refeições diárias.
Como a batata vinha de fora e era o principal acompanhamento dos pratos desses trabalhadores, a população brasileira passou a chamá-la de “inglesa” para diferenciá-la da batata-doce, que já era nativa do país.
O Brasil começou a cultivar batatas por volta de 1700, a partir das batatas domesticadas na Europa.
Por isso, o nome, batata inglesa.
Ao longo dos tempos, o alto rendimento e a grande capacidade de adaptação foram espalhando o cultivo de batata pelo mundo.
Rica em carboidratos e fonte de vitaminas e de energia, a batata virou a terceira fonte de alimentos para a humanidade, ficando atrás apenas do arroz e do trigo.
O brasileiro consome em média, 17 quilos de batata por ano; de 10 a 12 quilos, em média, é de batata in natura, a batata comprada no supermercado. O restante são os palitos pré-fritos e congelados.
A batata contém nutrientes; mais de 30% do valor diário de vitamina C necessário para manter uma boa imunidade; potássio, mineral essencial para regular funções nervosas, musculares, cardíacas, mantém a pressão arterial saudável; fornece vitaminas B e K, ferro, magnésio, zinco, cobre e manganês; é rica em antioxidantes, substâncias que combatem o envelhecimento precoce. Apesar de ser conhecida como fonte de carboidratos, cerca de 80% de sua composição é apenas água.
Por Sueli Teresinha Beling Castro
Publicado na Revista Sopa de Siri – edição 289/julho 2026
FEEDBACK por Robert Grantham
Em relação a matéria sobre a Batata Inglesa em “Curiosidades” da Edição 288/julho, acrescento que os descobridores as levaram para a Europa one não teve boa aceitação a ponto de a Assembleia Nacional Francesa proibir seu consumo. O agrônomo e farmacêutico Antoine-Augustin Parmentier enquanto esteve preso na Prússia, sobreviveu exclusivamente de batatas e concluiu que não só não eram toxicas, como também muito nutritivas. Voltando à França dedicou-se a divulgar o consumo do tubérculo, inclusive plantando-as no palácio real. Com isso seu nome ficou associado ao vegetal dando seu nome a receitas, como o “Hachis Parmentier” que é uma versão mais sofisticada de nosso escondidinho. Consiste em um purê com camadas de recheio de carne ou bacalhau, gratinado ao forno. A plantação de batata no palácio real foi cercada e durante o dia guardada por guardas armados, fazendo crer que se tratava de algo muito valioso. A noite os guardas tinham instruções de dormir, fazendo com que os camponeses entrassem e roubassem as batatas para plantarem em suas terras. Foi uma estratégia brilhante que levou a divulgação de seu consumo. A batata salvou nações inteiras da fome. Em francês chama-se “Pomme de Terre (maçã da terra)
Meu interesse pelo tema advém do sobrenome de solteira de minha avó (nascida em Paris) que era o mesmo de Antoine-Augustin, embora não saibamos se há uma ligação de parentesco, o que em família brincamos com essa possibilidade.
Revista Sopa de Siri edição 289/agosto 2026 página 30









