Marlene Dalva da Silva Rothbarth, 78, nasceu em Itajaí aos 26 de agosto de 1933, na Vila Operária, na antiga Rua Andrade Müller (ou Rua da Figueirinha), atual Rua José Eugênio Müller.
Filha de Roberto da Silva Jr. e de Argentina de Novaes Silva (Tijucas SC), seus avós paternos foram Roberto Lindolpho da Silva e Indalícia Leal Silva; e os avós maternos, Laudelino Firmino de Novaes e Edmée Gomes de Novaes (Tijucas).
A infância
Até os seis anos de idade Marlene cresceu na casa onde nasceu, quando os pais mudaram residência para a Rua Samuel Heusi e depois para a Rua Felipe Schmidt. Aos catorze anos de idade foi residir com seus pais na Barra do Rio, quando seu pai foi admitido funcionário da CIA. Fábrica de Papel Itajaí, até seu casamento em 1952.
Em 1940 iniciou seus estudos no Colégio São José onde concluiu o Curso Normal, tendo estudado dois anos 1947/48 – 3ª e 4ª séries do ginásio – no Colégio Sagrada Família em Blumenau.
O casamento
Logo após completar 19 anos de idade, casou na igreja da Imaculada Conceição de Itajaí, aos 06 de setembro de 1952, com Arno Roberto Rothbarth, filho de Francisco Otto Rothbarth (Blumenau) e Maria Cabral Rothbarth (Camboriú). Arno era securitário e depois passou a trabalhar na JAPI-Junta Administrativa do Porto de Itajaí, falecendo precocemente em 1973, aos 48 anos de idade.
A professora Marlene
Aos 18 anos de idade – no ano do seu casamento – prestou concurso para o Magistério Público Estadual e lecionou no Grupo E. Floriano Peixoto e, no ano seguinte, no Grupo E. Victor Meirelles, até 1967.
Em 1968 foi nomeada diretora do Grupo E. Francisco de Paula Seara, onde permaneceu até 1981, quando passou a exercer a função de inspetora escolar, logo assumindo o cargo de Chefe de Secção de Inspeção Geral na 13ª UCRE, até a aposentadoria em 1983; durante esse tempo, de 1966 a 1971, lecionou no Colégio Nilton Kucker e, de 1972-1975, cursou Pedagogia na Univali. Nos anos 1976/77 lecionou na UNIVALI, nos cursos de Pedagogia e Letras; e nos anos 1977 e de 1980 a 1982 lecionou para o Curso de Magistério, no Colégio São José, e no Colégio de Aplicação da UNIVALI, no Curso de Magistério, em 1985/86.
O envolvimento com a comunidade
Viúva, desde 1973, com a morte de seu marido aos 48 anos de idade, mãe de cinco filhos, Marlene sempre foi mulher muito participativa na sociedade itajaiense: membro fundadora da PROARTE DE ITAJAÍ, 1984; membro fundadora da Academia Itajaiense de Letras, 1997; conselheira dos Conselhos Municipais de Patrimônio Histórico e de Cultura; participante da diretoria da APAE, de 1996-2005, nas gestões da presidente Professora Ivone Garrozi da Silva; diretora do Museu Histórico de Itajaí, 1997/98; membro do Conselho Curador do Museu Histórico da Fundação Genésio Miranda Lins, durante três biênios: 1992-1996; membro fundador da Associação Amigos do Museu Histórico, e presidente 2004-2006.
A artista plástica, articulista e escritora Marlene Rothbarth
Marlene preteriu as artes visuais, apesar de várias exposições coletivas, preferindo o trabalho com as letras, assinando, desde 1983, artigos em colunas de vários jornais – atualmente às sextas-feiras a coluna no Jornal Diario do Litoral (Diarinho), e os livros que não pára de lançar. Lembramos “Uma história de família – genealogia Silva Rothbarth, 1999; “Famílias de Itajaí – mais de um século de historia (em parceria com a artista e escritora Lindinalva Deólla da Silva), 2001 (Volume II, 2005); “A saga da família Asseburg”, 2003; “Júlia e Gabriel visitam Itajaí, 2008, tendo lançado o mesmo, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em 2010; e “Itajaí em crônicas”, 2010. No prelo “Fábulas de Rothmar e outros contos”.









