Centro

O nome Centro faz referência à área que serve de base para o início do processo urbano de um município. Geralmente o local abriga a primeira capela da comunidade, cemitério, comércio e prédios da burocracia estatal. No caso de Itajaí, o epicentro do processo urbano teve guarida em uma localidade às margens do Rio Itajaí denominada de Estaleiro. Como o próprio nome sugere, ali já vinham sendo desenvolvidas atividades diversas de reparos de embarcações, mas, foi com a fixação da residência e comércio de Agostinho Alves Ramos, em 1823, que o local passou a centralizar o processo de colonização de toda a região. Atualmente a localidade de Estaleiro recebe o nome de Praça Vidal Ramos. Esta praça serve de referência do Marco Zero de Itajaí.

Contribuiu para a afirmação da localidade Estaleiro como Centro a iniciativa das famílias pioneiras de erguer, em terras doadas pelo casal Coelho da Rocha, a Igreja da Imaculada Conceição e um novo cemitério. Reunindo comércio, igreja, cemitério, porto, o local se firmou rapidamente como referência do processo colonizador do Vale do Itajaí. Contando com a liderança política do próprio Agostinho Alves Ramos, gradativamente foi se transformando em distrito, freguesia, vila, município, cidade.

No início a área urbana de Itajaí, que podemos considerar o Centro Histórico, limitava-se a uma circunferência de dois quilômetros de raio a partir da porta da Igreja Imaculada Conceição. Esse raio de abrangência confrontava o Centro aos limites com a fazenda da família Azeredo Coutinho ao sul; a oeste e norte com o Ribeirão Caetana e sua foz; a Leste com o Rio Itajaí.

Além de abrigar o Marco Zero do Município de Itajaí [Praça Vidal Ramos], a localidade Centro tem em seu território: parte do Terminal Portuário da JBS e a sede da Superintendência do Porto de Itajaí; Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, Igreja Imaculada Conceição, casarios históricos tombados (Casa Burgrardt, Casa Lins, Casa Konder, Casarão Malburg), Mercado Público, Fórum da Comarca, Batalhão da Polícia Militar, Estádio Hercílio Luz, Herbário Barbosa Rodrigues, Palácio Marcos Konder (Museu), Casa da Cultura Dide Brandão, Centro Comercial (Rua Hercílio Luz), Ferryboat Itajaí-Navegantes, Capitania dos Portos, Hospital Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Hospital Pequeno Anjo, Hospital da Unimed Litoral.    

Através da Lei nº 3359, de 21 de dezembro de 1998, o território itajaiense foi dividido em 16 zonas administrativas. A primeira dessas áreas recebe o nome de Zona Central ou Zona Centro e, apresenta a seguinte descrição legal: ‘Rio Itajaí-Açu, seguindo pela Av. Joca Brandão, Rua Uruguai, Rua Abrahão João Francisco, Rua Gustavo Manoel dos Santos, Rua Pedro José João, rua Brusque, Rua José Brandão, Rua Alberto Werner, Rua Blumenau, Rua Benjamin Franklin Pereira, Rua Paulo b. Guimarães, até o ponto inicial.’ A Arquidiocese de Florianópolis dividiu o território de Itajaí em Paróquias. A primeira e mais antiga é a Paróquia do Santíssimo Sacramento, cuja história se confunde com a história da própria cidade. A primeira capela, erguida em 1823, teve a dupla proteção do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição. Quando a nova igreja matriz ficou pronta, em 1955, a matriz antiga ficou denominada de Nossa Senhora da Conceição (Igrejinha Velha), enquanto a nova recebeu o nome de Santíssimo Sacramento.  A Paróquia do Centro ainda abrange a Igreja Nossa Senhora da Paz, erguida no ano de 1932 na Vila Operária.

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