Nilson Weber
(para Antônio Emílio)
Vi, quando Antônio, o relojoeiro
Abriu o corpo do meu relógio de pulso quebrado
e pôs uma luz na testa para melhor verificar
por que o tempo havia parado.
Recostado em sua bancada
fiquei ali pensando
Sobre as verdades inventadas;
Coisas tal como haver o tempo ou o diabo
Então o relojoeiro,
ao qual chamo de Tonho,
Despertou-me do sonho,
Estendendo-me o relógio já arrumado.








