Arthur Crespi Castro, de Brusque/SC, adora criar mundos de fantasia e explorar perguntas existenciais em seus desenhos, músicas e histórias. Aos 10 anos, teve sua primeira exposição e recebeu menção honrosa do Prêmio Literário Sesc. Agora, com 11 anos, lança seu primeiro livro e já prepara o lançamento de sua primeira música.
Como surgiu a ideia de criar um herói como o Pinto Júnior?
A ideia surgiu de um pintinho de pelúcia do meu irmão que ele chamava de Pinto Júnior, ele o levava para escola e todos os seus amigos queriam brincar com ele. Decidi então escrever uma história com esse personagem, com inspiração no brinquedo de meu irmão. Isso foi relativamente natural pois desde muito cedo eu sempre criei história para os meus brinquedos.
– Quando começou a escrever, você imaginava que essa história iria virar um livro de verdade?
Não pensava que eu iria conseguir, mas ficava imaginando a possibilidade de meu irmão e seus colegas poderem ler uma história sobre o pintinho de pelúcia que eles tanto brincavam.
– O que passou pela sua cabeça quando soube que sua narrativa ganhou Menção Honrosa no Prêmio Literário Sesc Criança?
Fiquei muito contente. Recebi a notícia na correria de uma viagem. Não esperava por isso, é a realização de um sonho. Fiquei o dia inteiro sorridente.
– Como foi ver sua história virar um livro premiado, publicado, ilustrado por um artista como o Lemmas e com toda uma equipe super profissional envolvida?
Foi maravilhoso, ainda mais no começo da minha carreira de escritor, aprendi muito durante o processo de desenvolvimento do livro, o trabalho da equipe do Sesc e dos editores Gika e André foi incrível, ainda com as ilustrações magníficas do Lemmas combinaram perfeitamente com o enredo.
– O Pinto Júnior é pequeno, mas muito corajoso. Você se identifica com ele em alguma coisa?
Para o caráter do Pinto Júnior me inspirei muito no meu irmão, mas também me identifico com a racionalidade e a capacidade de refletir antes de agir, um ponto forte em sua personalidade.
– O livro é cheio de aventura, mas também fala de coragem, escolhas difíceis, poder e até fama. Como esses temas tão importantes foram entrando na história? Você já pensava neles desde o começo ou foram surgindo enquanto escrevia?
Eles surgiram enquanto eu escrevia, queria contar a história de um personagem inteligente, corajoso e forte que passa pelas mais difíceis situações escolhendo sabiamente suas decisões.
– Quem foi a primeira pessoa para quem você mostrou a história do Pinto Júnior? E o que ela achou?
A primeira pessoa a ler foi minha mãe que gostou da história e me motivou a continuar escrevendo.
– Qual parte do livro que você tem mais carinho?
A parte do livro que mais tenho carinho é quando Pinto Júnior ganha a espada de Galileu, um momento de alívio, felicidade e amizade
– Tão jovem, você está lançando seu primeiro livro, cheio de coragem, emoção e ideias profundas. Mas essa não é sua primeira criação: você também desenha, já participou de uma exposição, compõe músicas. Como é a sua relação com a arte, o que te inspira a criar, e o que você sonha fazer daqui pra frente?
Meus pais sempre me incentivaram desde pequeno a ler, desenhar, escrever e ouvir música. Acho que a arte é meu objetivo de vida, o que quebra um cotidiano repetitivo e nos faz admirar e refletir. O que me inspira a criar é o apoio de meus amigos, além do sentimento de satisfação ao terminar uma obra.
– O que você diria para outras crianças que também gostam de inventar histórias, desenhar e escrever, mas ainda não tiveram coragem de mostrar isso para o mundo?
Diria que devem acreditar no próprio potencial, e acima de qualquer coisa, ler muito para adquirir repertório, vocabulário e exercitar o pensamento, o que é a base para qualquer atividade criativa.








