Constantine
Ela passa como quem sabe o estrago,
veneno nos olhos, cigarro na mão,
não tem mais traço nenhum de domingo,
virou tempestade em forma de tentação.
O tempo arrancou seus joelhos ralados,
os desenhos bobos, a voz infantil,
agora ela dança no caos da fumaça
com uma beleza perigosamente sutil.
E eu só atravesso a rua fingindo calma,
mesmo sentindo o mundo perder o eixo outra vez,
porque aquele olhar me rasga por dentro
como quem sabe exatamente o que fez.
Ela não é mais criança faz tempo,
dá pra ver no jeito lento de provocar,
bonita num nível quase criminoso…
dessas que sorri só pra te ver afundar








